A quem responsabilizar pelo não funcionamento do Centro de Reabilitação?

Antes de avançar com a exposição do que penso, quero advertir aos que tratam do Centro de Reabilitação localizado no bairro Novo Portinho como pauta pura e simplesmente política que minha visão é única e exclusivamente administrativa. É uma questão de gestão pública. Os governos passam e não quero ficar aqui “coisificando” um período de mandato. Isso os políticos já fazem com maestria.
Vamos a nós...

O Centro de Reabilitação foi inaugurado em dezembro de 2012, no apagar das luzes do governo Marquinho Mendes. O governo, à época, poderia até estar motivado por um desejo enorme de atender àquelas pessoas necessitadas de tratamento fisioterápico em um espaço amplo e com a possibilidade de ser moderno. Por que possibilidade? Porque sabemos que o desejo não foi além do próprio desejo e que apenas foi inaugurada a “carcaça” do prédio. 

(Uma pausa aqui... Prédio constituído apenas de concreto é só um prédio. Nada mais! A proposta do Centro de Reabilitação seria outra e, neste caso, o prefeito que saía já deveria ter executado a inauguração com a unidade em pleno funcionamento, ou seja, com servidores e estratégias de atendimento ao cidadão. O que temos é apenas um prédio e não um Centro de Reabilitação como insistem em divulgar. A ideia de Centro de Reabilitação é um conceito posterior ao seu funcionamento). 

No final de um mandato e com a iminência de um novo gestor – todos achavam que teríamos um! -, toda e qualquer inauguração, independente das motivações, é um desserviço para a sociedade. Todos sabem que há um clima de “pirracinhas”, de “beicinhos” feitos por aqueles que não têm a mínima intenção de “colocar a cereja” no bolo de alguém.

Assim foi feito com aquela tão nobre construção. Nobre no sentido do que poderia proporcionar e também pela área em que está instalada. E fica por aí a nobreza.

O atual governo já divulgou inúmeras novas datas para a (re) inauguração. Dirlei Pereira, que já foi secretário em diferentes pastas, por exemplo, empenhou a palavra por mais de uma oportunidade apresentado para o “distinto” público datas do efetivo funcionamento do Centro de Reabilitação. O que tivemos até agora? Nada além do que já conhecemos!

Creio que a responsabilização, neste caso, deve acontecer nas duas direções: primeiro temos um prefeito que inaugura uma obra, feita com recursos públicos, no limiar de outro governo; depois, vemos um prefeito que, após o início do mandato, orquestra uma espécie de “caça às bruxas” e não mede esforços para impedir de ir adiante empreendimento iniciado por outro.

Infelizmente este é um cenário que se repete Brasil afora. Nas cidades menores – e de pensamento administrativo também menor – não seria diferente. No entanto, é sempre oportuno salientar que estamos diante de um caso em que foi empenhada considerável quantia de recursos públicos, portanto, dinheiro do povo.

Não haveria problema algum se os “meninos” estivessem cuidando do quintal de casa. Mas aqui a questão é outra e vai além das diferenças políticas que possam nortear o plano de ação daqueles que se dizem opositores.

A quem responsabilizar pelo não funcionamento do Centro de Reabilitação? A quem responsabilizar pelo não funcionamento do Centro de Reabilitação? Reviewed by Alessandro Teixeira on 2.3.15 Rating: 5

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