Não há “crise” que justifique tamanho desleixo

Chega a impressionar o mais pessimista dos cidadãos a situação calamitosa em que se encontram alguns espaços públicos em Cabo Frio.


Durante a semana o caso emblemático foi o total abandono do Ginásio Vivaldo Barreto, no bairro Jardim Esperança. E pior do que a depredação também resultante do descaso do poder público municipal é o argumento usado pelo secretário de Esportes, Alfredo Gonçalves.

Reprodução / InterTV
Na reportagem exibida pela InterTV, afiliada da Globo (clique aqui para assistir), o secretário reconheceu a situação de abandono no local e prometeu que nos próximos meses o quadro será revertido. 

No entanto, evidentemente, há outro aspecto muito distante daquele apresentado como sendo a motivação do abandono. Alfredo creditou à violência a falta de manutenção no local. Mas, por outro lado, ainda durante a entrevista, o secretário disse o seguinte: “do final da temporada do ano passado para esse, nós tivemos um intervalo de três meses com o ginásio praticamente inoperante, fechado”. 

Aqui temos um aspecto interessante. Durante muitos anos o projeto “Novo Cidadão” abria inscrições para a “colônia de férias” e, mesmo que os alunos já estivessem no recesso do período escolar, o projeto de grande envergadura social não se distanciava das comunidades. Agora, o próprio secretário, tão combativo em passado não muito distante, tenta explicar o que não carece de muita explicação.

O problema daquela comunidade, além da violência, é a inoperância do governo.

Outro caso que chama atenção...

A imagem a seguir não precisa de muitos comentários. Um carro da Guarda Municipal “pifou” e precisou ser rebocado pela própria corporação. Carro pifado não é problema. O meu também dá algumas panes e, por vezes, o responsável pela manutenção é o meu parceiro Lacy.


A diferença é que o meu carro é particular. Já o carro da Guarda é de responsabilidade – pelo mesmo deveria ser – da Prefeitura, que opera milhões de reais em nome do povo. 

Será que não há, mesmo com a “crise” anunciada, dinheiro suficiente para revisões periódicas e manutenção preventiva da frota da Guarda Municipal? Deixar a viatura nestas condições não é digno com o servidor público fardado. 

E, para encerrar, observe o detalhe ampliado na imagem. Reparou? O pneu está pior que cabeça de recém-nascido, carequinha. Quanta falta de zelo! Quanta displicência com o trabalhador que precisa encarar a dura jornada diária e ter de usar um veículo nestas condições.

Atenção, Prefeitura!

Não há “crise” que justifique tamanho desleixo Não há “crise” que justifique tamanho desleixo Reviewed by Alessandro Teixeira on 8.3.15 Rating: 5

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