Por que a crise repercute tanto?

Porque não tivemos uma política de gerenciamento na aplicação dos recursos. E, pelo que podemos perceber ao ler as contas da administração, começamos a antecipar despesas com a certeza de que milhões jorrariam no cofre público.

Na tabela abaixo veremos a evolução do total dos recursos repassados pelo Governo Federal ao município de Cabo Frio de 2001 até 2014 e, então, será possível detectar que à medida que o saldo foi aumentando, os governos foram gastando na mesma proporção sem que investimentos agudos fossem feitos na nossa infraestrutura.


Há muito, o que vemos no município são programas que priorizam a personificação de quem governa, ou seja, a marca do prefeito tornou-se mais importante do que o legado de um governo para a municipalidade. Assim, vimos dois cenários erguidos na esfera administrativa: de um lado aquele gestor identificado pelas obras “espetaculares” (pelo menos na estratégia de marketing) e, de outro, o que desejou ser lembrado pela vertente social de sua gestão.

Nem um, nem outro serviu com eficiência a Cabo Frio.

As obras se deterioraram e os programas não foram atualizados. E neste período de tempo o nosso dinheiro não foi usado com inteligência. Fizemos da demanda do dia a dia a tônica da administração e, por isso, não se pode enxergar nas ruas da cidade o destino dos bilhões anotados na contabilidade pública.

Cabo Frio vive hoje, pelas palavras do prefeito, um momento dramático e o governo quer dividir a desgraça orçamentária com os cidadãos. E isso não é justo! São delegados ao governo os poderes para, em nome do povo, conduzir a cidade. Se houve falha na condução, que o próprio governo se viabilize a tal ponto que recupere seu “prestígio” junto àqueles que creditaram a ele a tarefa de bem conduzir a nossa amada Cabo Frio.

É certo que o prefeito anuncie as medidas de austeridade neste momento de declínio na conta bancária. Por outro lado, penso que o discurso serve mais para dentro das estruturas do Executivo do que para a sociedade num diapasão mais amplo. Até porque, como veremos nos artigos que a este sucederão, o próprio governo não se encarregou, mesmo vendo a crise se agigantando (clique aqui para relembrar), de fechar as torneiras.

O prefeito vai precisar modernizar suas práticas no sentido de avançar na captação de recursos extra petróleo. De igual forma, o próximo prefeito (ou o próprio Alair) assumirá com a consciência de que a cidade precisa de um gestor público na extensão máxima da palavra, ou seja, o prefeito tem de ser capaz de viabilizar alternativas para a nossa economia e ter o senso de justiça apurado, especialmente no que tange aos aspectos de desenvolvimento social e distribuição de renda.

Os royalties do petróleo fizeram o município - ou os governos - padecer de ousadia.

De qualquer forma, tomo a liberdade de vincular o vídeo em que o prefeito fala da crise e das prováveis consequências dela. As diferentes interpretações, no entanto, seja da minha análise ou das palavras do prefeito, reforçam o caráter democrático que nos acompanha enquanto sociedade.




Por que a crise repercute tanto? Por que a crise repercute tanto? Reviewed by Alessandro Teixeira on 26.3.15 Rating: 5

2 comentários:

  1. Tanta grana e eu aqui tomei viagra. Ou seja, duro.
    Só falam em dinheiro em Cabo Frio. Parece a Patópolis, terra do tio patinhas. Os royalties despertaram as ambições,

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  2. Tanta grana e eu aqui tomei viagra. Ou seja, duro.
    Só falam em dinheiro em Cabo Frio. Parece a Patópolis, terra do tio patinhas. Os royalties despertaram as ambições,

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