Servidores farão paralisação de 48 horas e Alair Corrêa reage

Está marcado para amanhã, dia 28, o início da paralisação de 48 horas em resposta ao reajuste proposto pelo prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa, e que não passaria de 5,83% já com vigência no pagamento referente ao mês de abril.

A paralisação foi decisão da Assembleia Unificada dos servidores de Cabo Frio
O Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (SEPE), ao divulgar a paralisação, diz que a decisão da Assembleia Unificada mantém o reajuste salarial da categoria e dos outros sindicatos unificados em 13%. O SEPE destaca ainda que foi aprovado um pedido de ofício em prol da transparência, com a folha completa do pagamento, identificando o quantitativo geral dos profissionais relacionados ao município, seguido de uma nota de repúdio às atitudes do prefeito para com os servidores públicos.

O movimento unificado de paralisação terá início às 9h em frente à Prefeitura, quando deverá acontecer um trabalho de panfletagem. Já na sexta-feira, dia 29, os servidores realizarão ato, a partir das 15h, no Largo Santo Antônio. Na sequência, os servidores seguirão em caminhada até a sede da Prefeitura.

Eles querem ver o circo pegar fogo, diz o prefeito

Em vídeo postado nas redes sociais na manhã desta quarta-feira, dia 27, o prefeito Alair Corrêa faz um apelo aos servidores púbicos municipais e para que não compareçam ao movimento de greve e que fiquem em seus postos de trabalho. O prefeito diz que “a decisão de cinquenta pessoas não pode influenciar a decisão de outras oito mil” [servidores].

De acordo com o discurso do prefeito, “esse movimento é um movimento sindicalista, partidário e político. Eles querem ver o circo pegar fogo. Mas nós não vamos deixar pegar fogo! Estamos prontos para apagar qualquer incêndio e fazer a cidade crescer”.


Em resposta, a coordenadora geral do SEPE, Denise Teixeira, diz que o discurso do prefeito “só pode ser brincadeira! O governo apresenta e manipula as contas, divulgando apenas as contas do mês sem apresentar o último quadrimestre dos doze meses”. Segundo a sindicalista, “a Prefeitura vem tendo superávit e a crise não é como o governo ‘pinta’. Sinceramente, a lei precisa ser cumprida. São 13% e não 5,83%, como o governo quer”. 

Desmentindo a afirmação de que o movimento é político, Denise Teixeira não titubeia e dispara: “vamos para rua sim, senhor prefeito, não como políticos e sim como servidores que lutam legitimamente por suas condições de trabalho. Queremos nossas publicações das aposentadorias, vale transporte, enquadramento, insalubridade e toda a nossa pauta”. (Clique aqui para ter acesso à pauta do Movimento Unificado dos Servidores)

COMENTÁRIO

O renitente erro do prefeito é tentar menosprezar os movimentos sindicais com o pífio discurso de que estes representantes estão sob o manto dos interesses políticos e partidários. A tentativa de desqualificação destrói “as pontes” que poderiam ser usadas para o debate legítimo entre a classe trabalhadora e o governo.

Registre-se que a manifestação – ou movimentação – dos sindicatos e associações dos servidores é mais do que legítima e transcende o conceito de “crise”, fartamente divulgado pelo governo. A questão é outra. Os servidores, que já foram valorizados nos tempos em que a “vaca estava gorda”, temem o achatamento salarial, o arrocho agora em que se apresenta a “precariedade” orçamentária.

No vídeo em anexo, Alair Corrêa diz peremptoriamente: “o prefeito sou eu! Respeito os sindicatos, mas esse não é o momento para dividir a cidade”. No entanto, ainda que a maioria tenha decidido, democraticamente, que o prefeito seria ele, ninguém o autorizou a governar sozinho. Numa sociedade justa, moderna e simpática aos ditames constitucionais, ninguém governa sozinho. Dialogar com os sindicatos e com a sociedade, ponderando as diferentes opiniões, é condição sine qua non para aqueles que pretendem o desenvolvimento.

Em outro trecho, o prefeito faz mais apelo ao cidadão. Diz ele: “nos ajudem a fazer com que essa cidade volte ao crescimento”. É um discurso perigoso, especialmente para os que não se valem de atos transparentes. Por que, então, o convite do prefeito não fora feito em 2013 e 2014, quando a cidade teve quase R$ 2 bilhões de receita? Não interessava envolver a população quando o cofre estava “cheio”?

São indagações, nada além de indagações!

Servidores farão paralisação de 48 horas e Alair Corrêa reage Servidores farão paralisação de 48 horas e Alair Corrêa reage Reviewed by Alessandro Teixeira on 27.5.15 Rating: 5

2 comentários:

  1. "Eles querem ver o circo pegar fogo.." Prefeito "conece" mesmo a cidade, a qual nasceu e administra "maravilhosamente".Só Jesus!
    Prefeito espalha sirenes pela cidade, para que a população fuja antes que a cidade "pegue fogo".

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  2. "Eles querem ver o circo pegar fogo.." Prefeito "conece" mesmo a cidade, a qual nasceu e administra "maravilhosamente".Só Jesus!
    Prefeito espalha sirenes pela cidade, para que a população fuja antes que a cidade "pegue fogo".

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