CABO FRIO | Obras da Joaquim Nogueira já custaram R$ 3,5 milhões

Projetadas para ser exemplo de bom investimento de recursos públicos, as obras da Avenida Joaquim Nogueira, uma das vias mais importantes de Cabo Frio, são uma verdadeira dor de cabeça para moradores e comerciantes e já custaram R$ 3.520.245,71 aos cofres da Prefeitura.

Paralisadas por conta da crise financeira que atinge os municípios dependentes dos royalties do petróleo, as obras já são sinônimo de prejuízos financeiros para os comerciantes que dependem do término das alterações na via, uma vez que o abandono do local tem dificultado o acesso a lojas, especialmente nas laterais, que ainda estão, em quase toda a extensão, sem piso asfáltico.

CAOS GENERALIZADO | Volume de veículos e obras paralisadas são um grande problema

A intervenção feita no local – onde inicialmente seria o que o prefeito chamou de “anel viário” – prejudica ainda que precisa acessar bairros como Jardim Caiçara, Parque Burle, Jardim Olinda e Guarani. Até mesmo o acesso à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ficou mais complicado, haja vista que a maioria das entradas e saídas da Joaquim Nogueira está esburacada.

Conforme dados lançados no Portal da Transparência da Prefeitura de Cabo Frio, o último pagamento efetuado foi no dia 05 de dezembro de 2014 no valor de R$ 315.627,06 para “serviços de reurbanização”, considerando-se a “necessidade de readaptação ao volume de pessoas e carros que transitam pela avenida”. Ainda no final do ano, no dia 17 de novembro, a Prefeitura pagou R$ 274.828,94 referentes à “obra de implantação de tubulação subterrânea para rede elétrica de alta tensão, telefone e TV a Cabo”.

Com orçamento inicial previsto em quase R$ 6 milhões, as obras estão longe de terminar e o desejo de quem passa pela avenida é que pelo menos os acessos sejam recuperados.

ACESSO ESBURACADO | Entrar e sair da Avenida Joaquim Nogueira é um desafio

- O que esperamos receber é o mínimo de respeito da Prefeitura. Querendo ou não, a gente tinha uma avenida que funcionava e com menos transtornos. A situação piorou bastante e ainda convivemos com a incerteza quanto à conclusão das obras. Afinal, estamos em crise, não é mesmo?, indaga um comerciante que pediu para não ter no nome revelado. E ainda podemos ser perseguidos ser colocarmos a cara na reta, não é mesmo?, finalizou.

Obras se arrastam há mais de dois anos

Iniciadas no dia 12 de agosto de 2013, as obras deveriam ser entregues em fevereiro de 2014, segundo cronograma divulgado pela própria Prefeitura, que chegou a anunciar a nova estrutura da Avenida Joaquim Nogueira, que ganhou estacionamento no canteiro central e ciclovia nos dois sentidos.

O projeto original, definido em reunião entre o governo e comerciantes locais, previa – ou prevê - adaptações para pessoas portadoras de deficiências em todo o trecho.

COMENTÁRIO

Como a previsão de entrega das obras era o mês de fevereiro de 2014, não cabe ao governo falar de crise como argumento para suas próprias deficiências. Aliás, se o vocábulo “crise” for o único na ponta da língua do governo (?), ficaremos mais uma vez com a certeza de que a crise criou raízes profundas desde janeiro de 2013, quando todos se alimentavam da expectativa de uma gestão responsável.

PREFEITO NO BURACO | No dia 19 de agosto de 2013 o prefeito acompanhava as obras de perto

O caso da Avenida Joaquim Nogueira é emblemático e significa bastante quando analisado à luz do modelo administrativo que aí está. Vejamos: o valor total orçado para a obra era de pouco mais de R$ 5,8 milhões. Destes, a Prefeitura já pagou R$ 3,5 milhões, ou seja, mais de 60%, sendo que as obras estão longe de ficarem prontas. O piso asfáltico não foi trocado, calçadas aguardam conclusão, acessibilidade é zero, os postes estão no mesmo lugar de outrora. Enfim, muito pouco realizado para o montante pago.

E isso significa o que, exatamente? Incompetência. Só pode ser! Queiram encontrar outra muleta como argumentação. Qualquer coisa que for dita além da verdade soará muito mal. Mal mesmo!
CABO FRIO | Obras da Joaquim Nogueira já custaram R$ 3,5 milhões CABO FRIO | Obras da Joaquim Nogueira já custaram R$ 3,5 milhões Reviewed by Alessandro Teixeira on 19.10.15 Rating: 5

6 comentários:

  1. Alessandro com todo respeito ao seu artigo, mas quase peguei no sono. Parecia que estava lendo aquelas estórias que abala bebê.
    O que isso? " Anel viário "( tá mais para barbantes enroladas) , reubarnizaçao, fios subterrâneos....... Fala sério! Quem acreditou? Gastou isso tudo, para fazer aquela meleca?
    Sem contar que essa Avenida é ruim pra caramba, para atravessar. No prolongamento dessa avenida só tem sinal perto do " progresso " é nos finais. No verão então.... Mofa ou se arriscar entre os carros. Além do mais tem o estacionamentos. Os cantos cheios de buracos. Acessibilidade na Avenida Joaquim Nogueira não existe. Quem fez o " riscado "?

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  2. A obra da avenida Joaquim Nogueira ´e o retrato da administração Alair Correa. Ele tem que colocar seu genro n. 1 para administrar esta obra, ai ele vai tirar dos cofres da Prefeitura uns R$ 20.000.000,00, paga aos empreiteiros o que falta R$ 2.300.000,00 o restante compra alguns imoveis, repoe as joias roubadas, da ao pai mais uma quinta em Portugal, mas a obra acaba.

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  3. Essa obra foi tão bem planejada que no projeto inicial só privia o estacionamento no canteiro central. Após reclamações dos comerciantes do local é que começaram a fazer os estacionamentoa laterais. Isso com a obra em andamento. Outra coisa os postes o chefe alardeou q a Ampla é que iria arcar com os custos da retirada mas como ela não é obrigada vai ficar por conta da prefeitura mesmo. Procure saber quanto custa a retirada de cada poste e multiplique pelo número de postes e vai se espantar com o valor que a prefeitura vai gastar apenas com isso.

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  4. Vale lembrar: que no passeio central da interminável Avenida Joaquim Nogueira, tem uma "ciclovia" (que acaba "encurralando" os pedestres), a qual os ciclistas preferem andar em cima das calçadas - as ciclovias em Cabo Frio são em cima dos passeios.
    Na Avenida Júlia Kubitschek é a mesma coisa. E se reclamar....... as "inteligências puras" dão piti.

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  5. Isso tudo sem contar com as ruas transversais que também sofrem com a falta de infraestrutura da Av. principal de são cristóvão. Antes, a rua ao lado do Banco Itau, havia uma placa de proibido estacionar, logo ao lado do banco, com a obra a placa foi retirada, os "bons samaritanos" estacionam causando transtorno no transito local, temos também a rua José Cupertinio Santana que é uma rua sem saída e que tem sua entrada esburacada devido as obras, há ainda a AV. Vitor Rocha, que encontra-se em seus 2 sentidos, de entrada e saída à rua principal de são cristóvão, esburacadas.

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