CABO FRIO | Superintendente da COMSERCAF é preso suspeito de integrar milícia no Rio

O superintendente da Companhia de Serviços Públicos de Cabo Frio (COMSERCAF) em Tamoios, Segundo Distrito, está entre os presos da Operação Ali Babá na manhã desta sexta-feira, dia 19. A ação investiga, desde 2014, um esquema de roubos, receptações e desmanche de carros na Região dos Lagos. As investigações começaram após um latrocínio que aconteceu em 2014, na rodovia RJ-124, a Via Lagos.

A operação, que contou com 85 agentes e 25 viaturas, foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar, a Polícia Civil e a Polícia Federal na manhã desta sexta-feira em Cabo Frio.

Foto: Reprodução do G1

De acordo com as investigações do MP, Hugo Jorge de Almeida Gonçalves é apontado como o líder da quadrilha, que atuava em diversas cidades do Rio, entre elas, Campos dos Goytacazes, Macaé, Rio das Ostras, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio.

Os presos são suspeitos dos crimes de organização criminosa, latrocínio, roubo, peculato e adulteração de sinal de veículo automotor. A operação aconteceu simultaneamente em bairros de Cabo Frio e do Segundo Distrito, além de cidades da Baixada Fluminense. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

De acordo com o promotor Marcelo Arsênio, do GAECO, foram três pessoas presas em flagrante e três prisões por mandado.

- Entre as apreensões tiveram diversos materiais que indicam adulteração de veículo automotor, tivemos bloqueador de GPS, ou seja, materiais que indicavam a franca atuação da quadrilha nesse ramo de roubos e furtos nessa região, explicou Arsênio.

Ainda segundo o promotor, as prisões em flagrante aconteceram porque as pessoas tentaram sair da empresa Expert, que foi alvo de mandado, com notebooks para que o material não fosse apreendido. Eles foram presos por fraude processual.

Marcelo Arsênio ainda comentou o envolvimento de Hugo Almeida na quadrilha.

- Tudo que acontecia dependia da sua aceitação, especificamente no latrocínio.Ele inclusive forneceu coletes para que o grupo pudesse ter um sucesso e ninguém fosse alvejado durante a prática do crime de latrocínio, afirmou o promotor.

Ações da quadrilha

De acordo com o Ministério Público, os presos pela operação são envolvidos com roubos e furtos de veículos e caminhões. As peças eram vendidas para receptadores em Campos dos Goytacazes. Ainda segundo a denúncia, a quadrilha era conhecida por usar armas e fazer ameaças. Entre as atividades do grupo também estariam roubos a casas lotéricas e homicídios encomendados.

Início das investigações

As investigações tiveram início a partir de um latrocínio cometido em julho de 2014, na Via Lagos. Dois policiais militares transportavam R$ 6 milhões, a serviço da Trans Expert Vigilância, a bordo de um Toyota Corolla, quando foram abordados a tiros de fuzil disparados por membros da quadrilha.

Valério Albuquerque Mello Filho, que dirigia o veículo, morreu. O outro PM se jogou do carro em movimento e escondeu-se no mato, escapando dos disparos. Do total transportado, R$ 4 milhões foram roubados.

Fonte: G1
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