OPINIÃO | O surubeiro. Por que devemos temer o Michel?

Evitando levantar paixões ainda sob o questionamento da legitimação do golpe onde só Ali Babá foi afastado, precisamos fazer alguns questionamentos sobre o governo Temer, que não deveria ser de transição e sim atuar de forma interina durante 180 dias, conforme está na Constituição e sentenciado pelo STF quando homologou o rito do processo de impeachement.

Em meados de 2015, deslumbrado com a possibilidade de assumir o poder, Michel pilotou a criação de seu projeto neo-liberal ultra-capitalista e apresentou à mídia sua bíblia econômica batizada de “PMDB – Uma ponte para o futuro”. Devido às ambições privatizantes, proporcionalmente, este projeto coloca os tucanos de FHC na calçada marxista. 


Tal projeto jamais seria concebido sem o apoio de forças estrangeiras que afiançassem uma articulação de tamanha monta para derrubar um governo de um país com uma democracia e instituições sólidas como o nosso. O trator precisava ser monstruoso e o PMDB não conseguiria isso.

Todos caíram pelas manobras políticas errôneas de seus governos, assim como todos caíram pelas mãos dos próprios aliados que são parceiros dos estrangeiros e inimigos da reforma.

O acordo feito com os clientes foi lastreado na moeda de troca de sempre: nossas comodities, que são a base de nossa economia, como petróleo, nióbio, aço, água e talvez o a mais cara entre todas, a mulata. Foram trazidos à mesa de negociação desse pacto sombrio, os judas costumeiros: a ala conservadora do STF, a grande mídia entreguista, políticos corruptos precisando de dinheiro para a campanha e um partido sem nenhum compromisso ideológico ou com projeto de país. Teve até político que viajou até Israel para agradecer seus parceiros e batizou-se no Rio Jordão e virando judeu.

Ao longo desse período de redemocratização, estudiosos economistas e cientistas sociais têm apresentado irrefutáveis argumentos tecnicamente comprovados que o desenvolvimento do país passa por profundas reformas de base. Porém, por representar uma independência econômica para o país onde o capital estrangeiro deixa de ser o único investidor nacional, as elites do país, representantes comerciais dessas empresas estrangeiras, que bancam as campanhas milionárias nas eleições do Tio Sam, sempre conspiraram para a queda dos governantes que seguem os caminhos das reformas.

Seguir os caminhos da reforma é um projeto tão delicado quanto perigoso para um presidente. Basta observarmos o destino de alguns que seguiram esta trilha; Getúlio Vargas; João Goulart; Tancredo, Juscelino Kubitshek e Lula. Todos caíram pelas manobras políticas errôneas de seus governos, assim como todos caíram pelas mãos dos próprios aliados que são parceiros dos estrangeiros e inimigos da reforma.

Nosso PIB pode ser catapultado através dessas reformas que passam pela auditoria da dívida pública trilionária, que suga receitas de investimentos para dentro do fosso do superávit primário. A pela reforma fiscal que deveria ser prioritária, taxando as grandes fortunas, equilibrando a balança comercial e impulsionando a produção, também deveria estar na agenda deste presidente interino. A reforma política que democratiza o país e reduz a corrupção que é uma torneira aberta maior do que todos os programas sociais juntos. A abolição da política de juros alto para combater a inflação que corrói os salários, impede o crédito, destrói o mercado de bens de consumo e que só favorece aos banqueiros, os grandes agiotas do país.

Ao invés disso essa fraude em forma de presidente interino inicia as reformas pela revisão da CLT e seus direitos adquiridos, pela reforma da previdência e as garantias de aposentadoria. Pela privataria sem critério favorecendo a evasão de divisas. Estas serão as únicas reformas que veremos nessa tal “ponte para o futuro”.

Esse presidente surubeiro já convidou a todos nós brasileiros de classe média para baixo para sua grande suruba, mas deixou claro no convite que não será permitido a entrada de pênis.

GILMAR AGUIAR é fundador do Movimento Voto Vivo e membro do Elo Estadual da Rede Sustentabilidade.
OPINIÃO | O surubeiro. Por que devemos temer o Michel? OPINIÃO | O surubeiro. Por que devemos temer o Michel? Reviewed by Alessandro Teixeira on 19.5.16 Rating: 5

Um comentário:

  1. O que vocês tem que temer é um sujeito chamado Alair Corrêa e um tal de MM... e aprender a votar porque antes da união e estado todos são munícipes e moram nos municípios e continuar com essas péssimas gestões é condenação e sofrimento por mais quanto tempo?

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